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09 dezembro, 2011

Presidente da AMM, prefeito Angelo Roncalli recebe prêmio "Destaque Político/2011"

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O Presidente da AMM,  prefeito de São Gonçalo do Pará Angelo Roncalli, foi homenageado nesta segunda-feira dia 05 na sede da Fiemg - Divinópolis-MG com o prêmio " Destaque Político/2011 " oferecido pelo portal  Divinews.
Presentes no evento Presidente da Fiemg Afonso Gonzaga, Presidente  da ALMG, Deputado Dinis Pinheiro, Deputado Neider Moreira, Deputado Antonio Júlio, Deputado Fabiano Tolentino,  Deputado Federal Domingos Sávio, Deputado  Federal Jaiminho Martins, Da. Maria Martins, prefeitos de Cláudio, Sto. Antonio do Monte, Itaúna, Pains, Córrego Dantas, vereadores de Divinópolis  Edson Souza, Heloisa Cerri, Beto Machado e vários empresários homenageados.

Segundo Geraldo Passos a homenagem se dá em reconhecimento ao trabalho,  a atuação e ao emprenho destes políticos e empresarios em prol do crescimento e melhor qualidade de vida da população  na região Centro-Oeste no decorrer de 2011.



















 O prêmio foi entregue por Geraldo Passos diretor do Divinews e pelo presidente da FIEMG Afonso Gonzaga, também um dos homenageados da noite com merecido prêmio de Liderança Empresarial da Década - Região Centro-Oeste.









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Internação involuntária de usuário de crack divide especialistas

09/12/2011 - 5h49



Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Edição: Graça Adjuto


Brasília – Defendida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para usuários de crack com risco de morte, a internação involuntária não é novidade, mas ainda divide especialistas da área de saúde. Prevista em lei desde 2001, a internação ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de uma terceira pessoa - um parente, por exemplo.
Conforme a legislação, a internação involuntária precisa ser autorizada por um médico e informada, dentro de 72 horas, ao Ministério Público do estado. É diferente da compulsória, que depende de determinação da Justiça – e foi adotada pela prefeitura do Rio de Janeiro para menores de idade viciados em crack. O terceiro tipo de internação é a voluntária, com desejo do próprio paciente.
Durante o lançamento nacional do plano contra o crack, Padilha explicou que as equipes dos consultórios de rua -  integradas por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem –  serão responsáveis por avaliar se o dependente químico precisa ser internado contra a própria vontade. A proposta do governo é passar dos atuais 92 consultórios para 308 nos próximos quatro anos, com foco nas cidades com população superior a 100 mil habitantes.
O diretor regional da Associação Brasileira de Psiquiatria no Centro-Oeste, Salomão Rodrigues, avalia como correta a manifestação de Padilha a favor da internação involuntária. Segundo ele, é a  garantia de vida para quem perdeu a razão por causa do vício. “O paciente dependente de crack e comprometido precisa que alguém decida por ele. Ele está em um tratamento temporário. Não está sendo tirada a liberdade dele, mas garantido o direito à vida”, disse.
Depois do período de desintoxicação, que dura de dez a 15 dias, a maioria dos usuários de drogas passa a concordar com a internação, conta Rodrigues.
O presidente do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona, teme uma banalização da internação involuntária pelos médicos. O psicólogo defende a linha de tratamento que leve o usuário a “entrar em um processo de cuidado com ele mesmo”, sem privá-lo da convivência familiar e dos amigos.
“Tenta-se convencer a sociedade que a melhor forma é a internação. Parece que o usuário de drogas perde todo o seu direito e a razão”, argumentou. “Se ele quiser sair, a gente não pode ser autoritário e dizer não. Não vamos abandonar essa pessoa e nem prendê-la”.
Apesar de prevista em lei, o professor de direito penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mauro Arjona, questiona se a internação involuntária pode ferir o direito de escolha do cidadão. “Há um princípio constitucional que diz que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei. Se a pessoa não quer ser internada, ela não pode ser. É um assunto delicado”, ponderou.
Não há dados exatos sobre o número de viciados em drogas, como o crack, no país. O Ministério da Saúde estima que existam 600 mil usuários de drogas. Em 2011, a rede pública prestou 2,5 milhões de atendimentos a dependentes de drogas e álcool, dez vezes mais do que há oito anos.
O plano do governo federal prevê ainda a criação de 2.462 leitos de enfermarias nos hospitais públicos para atender a usuários com crises de abstinência ou intoxicação grave e o funcionamento 24 horas, durante os sete dias da semana, dos centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad).




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