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11 dezembro, 2011

Ministério Público não acredita que ossadas achadas em Vila Formosa possam ser identificadas

10/12/2011 - 18h07
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil 


Edição: Rivadavia Severo
São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) não acredita que as ossadas encontradas no Cemitério de Vila Formosa, zona leste paulistana, poderão ser identificadas. Os restos mortais de 25 pessoas foram exumados no início do ano durante as escavações que buscavam os corpos de desaparecidos políticos.
”Esses ossos, no entanto, se encontram muito deteriorados e dificilmente se poderá dizer com certeza a quem pertenceram”, disse a procuradora Eugênia Augusta Gonzaga, que trabalha no caso. “[No Cemitério de] Perus a situação é um pouco mais factível [de identificação], porque a vala foi composta com ossadas colocadas em sacos plásticos. Em Vila Formosa está tudo misturado”, disse ela hoje (10) ao apresentar um relatório sobre os trabalhos de busca em um evento promovido pelo Memorial da Resistência de São Paulo.
O Cemitério de Perus, zona norte paulistana, é outro local onde houve busca por restos mortais de desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985). Lá foi achada a ossada de Miguel Sabat Nuet, cidadão hispano-venezuelano morto sob tortura em 1973. De acordo com as investigações do MPF, Nuet não tinha ligações com a resistência ao regime, mas acabou preso por engano.
Para a procuradora Eugênia Gonzaga, o caso de Nuet é o que mais “expõe” a ditadura. Ela ressaltou que os fatos mostram que os agentes da repressão “além de matar pessoas que estavam na resistência contra a ditadura, matavam pessoas por engano”. Os ossos de Nuet foram cremados nessa semana a pedido de seus três filhos, que vivem na Venezuela. Eles receberão as cinzas do pai em uma solenidade na segunda-feira (12).
Membro da Comissão de Mortos e Desaparecidos, Ivan Seixas acha que os resultados conseguidos até agora são importantes porque mostram que é possível encontrar os desaparecidos políticos. Ele ressaltou, no entanto a necessidade da colaboração de pessoas e entidades que ainda guardam informações sobre os crimes do período. “Nós precisamos criar um trabalho mais amplo, com a colaboração de arquivos e dos próprios militares, que venham a dizer onde estão os corpos”. Nesse sentido, Seixas avalia que o poder da Comissão da Verdade para convocar pessoas que agiram na repressão terá grande ajuda nesse esforço.



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